quarta-feira, 3 de agosto de 2011

África e Havaí inspiram a moda praia do verão europeu



Fotos: Rômulo Seitenfus

As altas temperaturas do verão europeu estão fazendo as mulheres revirarem seus closets. Quem for às lojas adquirir peças novas, não hesite em escolher o ousado. A sensualidade está lançada e é a vez de esbanjar a cor.

A volta do maiô resgata um pouco do retrô e o biquíni em cores extravagantes está liberado!!!

O calor traz inspirações africanas e havaianas. Estampas de animais e florais são bem-vindas para lembrar a natureza.

A dica dos cuidados com o excesso é sempre bem lembrada, porém, para a moda praia, os acessórios estão liberados. Colares, lenços na cabeça, pulseiras e óculos de sol, compunham um conjunto bacana acompanhado da roupa de banho.

Na praia ou no clube, a regra do “menos é mais” não precisa ser seguida. Como a roupa de banho dá mais ênfase ao corpo, desta vez o “mais pode ser mais”, mesmo!

Produção:
Fotos: Rômulo Seitenfus
Assistente: Luís Eduardo Coutinho
Cabelo e Maquiagem: Paulo Rio Sul
Moda: André Moraes

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Contagem regressiva para as Olimpíadas de 2012: Um ano para começar



Texto e Fotos: Rômulo Seitenfus

Faltando exatamente um ano para as Olimpíadas de 2012, Londres realizou hoje na Trafalgar Square, o evento “One Year to go” (algo como: Um ano para começar), que reuniu uma multidão comemorando a contagem regressiva para a abertura dos Jogos Olímpicos. Personalidades do esporte e representantes de vários países marcaram presença e apresentações no palco elevaram o público.

As comemorações tiveram início no final da tarde e se prolongaram até o escurecer. A presença do Primeiro Ministro David Cameron deixou claro que não se tratava de um evento qualquer.

O Presidente do Comitê Internacional dos Jogos Olímpicos Jacques Rogge, realizou um discurso otimista e descreveu a si próprio como um homem muito feliz depois de presenciar o bom nível que se encontra o Parque Olímpico, incluindo o setor aquático, inaugurado pelo astro das águas Tom Daley. O atleta realizou o primeiro salto em queda livre em imagens vistas pelo telão do evento.
Rogge usou do seu bom humor e brincou: “Estamos muito bem, olhem para esse público! Mas vou telefonar amanhã para reclamar que o resto do mundo não veio para esta noite”, divertiu-se o presidente.

O relógio que foi instalado na Trafalgar Square para realizar a contagem regressiva marcando os dias, horas, minutos e segundos que faltam para a abertura dos jogos, contou uma data errada. Ao invés de mostrar 365 dias, o timer apontou 399. Rogge usou isso em seu discurso, se desculpando e admitindo um atraso no tempo da máquina, mas argumentou ser a primeira instalação. Quanto ao Parque Olímpico, disse estar orgulhoso e aplaudiu todas as pessoas da organização por poder apresentar nos últimos doze meses que faltam, uma obra tão adiantada. O presidente dos jogos terminou seu discurso com a frase: “Londres está desempenhando um grande trabalho. Estou confiante que em 2012 acontecerá uma grande edição dos Jogos Olímpicos”, concluiu.

O discurso do Primeiro Ministro David Cameron foi aplaudido pela multidão e empolgou o público com as palavras: “Hoje o poder de excitação é enorme! Sinto muito mais próximo e ansioso do que há seis anos. Seremos vistos por outros lugares como o país de 2012”, disse Cameron.

O evento contou com apresentações no palco. O público se elevou com a banda The Feeling, que mostrou uma performance da versão de David Bowie com a música Heroes.
As obras do Parque Olímpico já estão bem adiantadas, 90% da estrutura já está encaminhada.

É a terceira vez que a cidade mais cosmopolita do mundo sedia os Jogos Olímpicos. A primeira foi em 1908 e a segunda em 1948.

A cidade está sendo toda reformada, obras estão espalhadas para a melhoria em infraestrutura e conforto dos turistas. Prédios históricos, pontos turísticos e locais de passagem estão sendo restaurados. Diariamente, ruas são interditadas, causando mudanças constantes no trânsito. Em contrapartida, os ingleses serão presenteados com uma London ainda mais bela.


Relógio digital foi instalado para a contagem regressiva, embora não tenha sido regulado a tempo do início do evento


O Primeiro Ministro David Cameron expressou em seu discurso a importância dos Jogos Olímpicos para Londres


Multidão comemorou o início da contagem regressiva

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Adeus à Amy Winehouse

Texto e Fotos: Rômulo Seitenfus



A frente da residência da cantora Amy Winehouse, morta no último sábado, 22, está cada dia mais tumultuada. Localizada no bairro de Camden Town, norte de Londres, está sendo visitada diariamente por fãs e amigos que desejam prestar as últimas homenagens. Flores, cartazes, imagens da cantora e garrafas de álcool e cigarros estão sendo ofertadas pelos fãs.

No domingo, 24, os pais da cantora visitaram a casa. Emocionados, juntaram as mãos e agradeceram aos presentes. Após a chegada do ex-namorado Reg Traviss, o pai disse ao público.
- A Amy tinha tudo a ver com amor. A sua vida foi dedicada à família e aos amigos. Estamos sem palavras, estamos devastados – emocionou-se Mitch Winehouse diante do público.
A mãe de Amy fez fotografias das homenagens com o aparelho celular e o pai dirigiu-se aos fãs mais uma vez.
- Estamos tão contentes por vocês estarem aqui, sabemos muito sobre vocês. Estamos todos juntos durante cinco ou seis anos. Não conseguimos expressar tudo o que significam para nós neste momento. Isso tornou a morte dela menos difícil – agradeceu.

O corpo será entregue amanhã, terça-feira, 26. A família, apesar de estar em estado de choque com a morte, expressou que o plano é um funeral privado tradicional judeu no norte de Londres, com a cremação do corpo em um cerimonial íntimo e familiar. Mas revela que haverá um concerto em que todos poderão celebrar a sua música e sua memória como merece o público. Para o tributo, já estão cogitados os amigos Elton John e Mark Rondson que se apresentarão no concerto.

Ontem, segunda-feira, 25, as homenagens continuaram. Segundo a Relações Públicas brasileira que mora em Londres e esteve presente no local, Heloísa Gonçalves Pinto, a vida da cantora ficará marcada para sempre.
- Sou fã da Amy e não teria como não vir prestar esta homenagem. Teve uma vida marcante e diferente. O talento dela foi uma vanguarda, possuía uma voz incrível. Uma pena que não soube lidar com o sucesso – lamenta.
Sem esconder a emoção, Heloísa, que mora no mesmo bairro de Camden Town, conta que a cantora tentava levar uma vida normal e era amada por todos.
- Estou emocionada ao ver os amigos dela chegando aqui chorando. Ela tinha amigos e era uma pessoa querida por eles. Isso é o que mais importa. Tem gente sentindo por quem realmente ela era. Não será lembrada somente como uma grande artista ou pelos escândalos que passou, mas também pela pessoa sensível que precisava de ajuda – reflete a fã.

Para a Secretária de Advocacia israelense Sheile Magin, que também reside em Londres e esteve no local na segunda-feira, o acontecimento pode ser um marco para as pessoas repensarem sobre a vida.
- Estou muito, muito triste pela morte. É tempo de pensar o que as drogas podem fazer com você. As pessoas têm de parar de usá-las, um enorme talento foi desperdiçado. Eu a amava, era uma mulher linda, possuía uma voz incrível e um talento enorme como compositora. Vim aqui para dividir com outras pessoas a tristeza e as lágrimas e dizer meu último adeus nesse momento. Isso vai ficar na minha memória – expressa Sheile.

O envolvimento com álcool e drogas desequilibrou a carreira da cantora inúmeras vezes. Submeteu-se às internações em clínicas de recuperação e teve seu lado profissional cheio de altos e baixos. Ganhou prêmios, conquistou o mundo inteiro, embora a voz inconfundível, o estilo único e o talento enorme, não foram suficientes para sustentar o equilíbrio emocional. Ela ficou famosa pelo álbum Back to Black, mas teve uma carreira curta, acabada pela morte, aos 27 anos.

As causas ainda não foram divulgadas, embora suspeita-se que Amy Winehouse tenha morrido de overdose.

O corpo de Amy foi encontrado em sua cama, pelo guarda-costas Andrew Morris, por volta das 4hs da tarde do último sábado (horário de Londres), porém suspeita-se que ela já estaria sem vida seis horas antes do corpo ser encontrado em sua residência, no bairro de Camden Town, norte de Londres. A polícia informou na segunda-feira, 25, que não houve nenhum vestígio de drogas na casa e as investigações da perícia já começaram, embora os resultados iniciais possam não estar disponíveis tão cedo.

Algumas fontes revelaram que na sexta-feira à noite, 22, Amy havia ingerido grande quantidade de álcool e drogas no bairro de Camden Town, após terminar o relacionamento com o namorado Reg Traviss, 34 anos. Porém, o seu porta-voz Chris Goodman diz que Winehouse esteve em casa na sexta-feira e tocava um drum, instrumento de percussão que incomodou aos vizinhos. Após tocar insistentemente se dirigiu ao quarto depois de receber queixa dos moradores próximos.

Os exames pós-morte iniciaram na segunda-feira podendo ser revelados na terça, 26, mas acredita-se que levarão semanas para que as investigações sejam divulgadas. Até lá, todas as teorias podem ser meras especulações.










sexta-feira, 15 de julho de 2011

Museu do Louvre - Paris



Foto: Rômulo Seitenfus

O maior e mais famoso museu do mundo localiza-se no centro de Paris, entre o Rio Sena e a Rue de Rivoli. Quando entrei no Museu do Louvre, fiquei impressionado com o hall de abertura. As pirâmides de vidro, muito bem retratadas no livro O Código Da Vinci, dão uma quebrada na arquitetura. O museu que já foi um antigo palácio, tem como as pirâmides de vidro a parte moderna da arquitetura.
No Louvre encontram-se as famosas pinturas, também as enormes coleções de relíquias egípcias, greco-romanas e etrusca, islâmicas e decorativas, esculturas, gravuras e desenhos. É bom lembrar que o museu abrange oito mil anos da cultura e da civilização Oriental e Ocidental.
Eu queria ver tudo de perto. Minhas obras preferidas do Louvre são a Vénus de Milo e a Vitória de Samotrácia. As obras que queria mais ver eram dos artistas Ticiano, Michelangelo, Goya, Rubens, Rembrandt e Da Vinci. Mas havia uma em especial. Cresci apreciando a obra mais enigmática do mundo das artes e sempre tentei interpretar aquele sorriso e o olhar da dama de Leonardo. Várias teorias se fundem em cima da obra, mas nada até agora foi desvendado.
Corri para procurar pela Monalisa. Porém, o museu é imenso - sugiro para quem esteja programando ir à Paris, que reserve um dia inteiro somente para apreciar o Louvre. Além de perder-se no espaço e no tempo, vai sair maior do que entrou, sentindo que algo o preencheu – e, depois de horas de caminhada, o mapa indicava que estava próximo da menina dos olhos de um dos maiores pintores que esta terra gerou, senão o maior. De repente, uma placa indica: La Joconde. Meu coração começa a pulsar mais forte. Os passos começam a tornarem-se mais largos, mas meus olhos ainda não encontram a “musa enigmática”. Sabia que estava há poucos metros, e começo a respirar uma outra atmosfera. Eis que as retinas dos meus olhos enxergam a original La Joconde – a verdadeira Monalisa. Da Vinci que me perdoe, porém, com todo o respeito, por alguns minutos a enamorei. Seus olhos pareciam encarar-me e os meus passeavam por cada detalhe de sua pele, seu rosto. O olhar enigmático me seduzia, o sorriso discreto me conquistava a cada segundo. A textura do quadro, obviamente não era a mesma que eu costumava ver nas cópias de La Joconde. Estava conhecendo cada frestinha do relevo da tinta, cada traço das preciosas pinceladas. Naquele instante, imaginei Da Vinci pintando. Pensar que aquele quadro foi delicadamente projetado pelas mãos do artista gênio, me fez imaginar quem esteve atrás daquela moldura enquanto era projetada. Quem posara para Da Vinci enquanto produzia? As teses sobre a obra começaram a invadir minha mente e eu continuava a namorar a moça por mais alguns minutos. Era hora de partir, porém, não sairia dali sem um registro daquele momento mágico.
Hoje, o museu é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux. Mas o primeiro real Castelo do Louvre neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. Um século mais tarde, Carlos V transformou-o em palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real. As fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides). Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também deram contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault. As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei, bem ao centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O Arquiteto foi premiado com o projeto e propôs uma pirâmide de vidro para o pátio central. A pirâmide e seu átrio subterrâneo, foi inaugurado em 15 de outubro de 1988. A segunda fase do plano do Grand Louvre, La Pyramide Inversée (A Pirâmide invertida) foi concluída em 1993. A partir de 2002, o atendimento dobrou desde a sua conclusão.
O acervo do Museu do Louvre possui mais de 380 mil itens e mantém em exibição permanente mais de 35 mil obras de arte, distribuídas em oito departamentos. A seção de pintura é a segunda maior do mundo, logo atrás da doe Museu Hermitag, com quase 12 mil peças, sendo que delas, seis mil estão em exposição permanente.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Arco do Triunfo - Paris

Projetado por Jean Chalgrin, o Arco do Triunfo é o segundo monumento mais apreciado pelos parisienses, perdendo somente para a Torre Eiffel. Construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o imperador ordenara a construção em 1806, embora não pôde vê-la concluída. Napoleão faleceu em 05 de maio de 1821 e a “encomenda” foi inaugurada somente em 1836. Dentre a rota no funeral do imperador, o carro fúnebre passou pelo Arco do Triunfo, antes de as cinzas de Napoleão serem transferidas para o Museu dos Inválidos. A demora da obra se deu ao fato de uma interrupção ocasionada pela derrocada do Império em 1815.

O Arco possui 50 metros de altura e 45 metros de largura. É o ponto de cerimônias militares e governamentais.

Em estilo romano, trinta medalhões localizados sob a bela cornija, fazem referência às importantes batalhas travadas pelo exército francês.

O friso retrata a partida (fachada leste) e o retorno (fachada oeste) das tropas imperiais, lembrando as batalhas das diversas regiões do continente europeu.

Na fachada leste, os baixos relevos aludem à batalha de Aboukir e à morte do general Marceau. À esquerda, situa-se o Triunfo de Napoleão. O alto relevo de Cortot representa a conquista napoleônica, alcançados pela celebração do Tratado de Viena, em 1810. À direita, a Partida dos Voluntários de 1792 (obra de François Rude) defende a revolucionária República. A guerreira mulher representa a liberdade, comandando o povo francês.

No interior dos arcos menores, há alegorias à marinha, à infantaria e às outras guarnições. Constam gravados inúmeros nomes de importantes oficiais franceses, assim como diversas localidades nas quais se travaram decisivas batalhas no âmbito do expansionismo francês. No solo, situa-se o memorável Túmulo do soldado desconhecido. As cinzas do combatente morto durante os sangrentos conflitos da Primeira Guerra Mundial, estão guardadas e veladas desde 1920. Todas as noites é acesa a chama de fogo e flores são levadas diariamente.
Situado na Avenida Champs Élysées, o Arco do Triunfo é visitado por pessoas do mundo inteiro.

Foto: Rômulo Seitenfus

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paris, Ah Paris!



A França não foi o primeiro país que conheci quando rumei à Europa, mas durante toda minha vida meu maior sonho foi estar frente à Torre Eiffel. Quando você sai do Brasil e conhece outras culturas, se depara com uma realidade totalmente diferente. Os impactos sociais, culturais e geográficos, causam um choque positivo e faz olhar para dentro de si.
Nos países da Europa, as três maneiras mais convencionais de ir à Paris são avião, ônibus ou trem. A desvantagem de voar é o tempo que se perde no aeroporto. Você leva horas para fazer o check-in, embora a passagem de avião seja muito barata se conseguir uma companhia aérea econômica como a Easy Jet. Mas o mais confortável é ir de trem. Como os países europeus são todos próximos, levei apenas duas horas para me locomover de Londres na Inglaterra, onde moro, até Paris. Embarquei na Estação de King’s Cross, para apanhar o trem da Eurostar, companhia férrea que apresenta conforto e praticidade. De trem pode-se apreciar a paisagem, que é linda, sem precisar passar pelo check-in de malas, embora a fiscalização de passaportes seja tão rigorosa quanto à dos aeroportos. A desvantagem é que o trem é bem mais caro, porém o conforto e a agilidade supere o valor. Quando desembarquei no meu destino, tudo o que quis primeiramente foi ver a Torre Eiffel. Eu havia reservado um hostel perto do ponto turístico pago mais visitado do mundo para fotografá-lo em diversos ângulos. Quem pretende economizar financeiramente e realizar uma verdadeira viagem de “mochileiro”, os hostels são considerados os postos de hospedagens bem mais baratos que os hotéis, a maioria são confortáveis, embora sempre seja bom visualizar fotografias em seus websites antes de reservá-los. O inconveniente para alguns é que tem de dividir o quarto com turistas que nunca vira, embora para os “mochileiros”, como eu, esta é a maneira de conhecer pessoas, fazer amizades internacionais e trocar ideias sobre viagens.
Guardei minhas malas no locker do hostel – sempre sugiro que negocie antes a segurança de suas bagagens - e corri para ver de perto o monumento que esperei quase três décadas para conhecê-lo. Quando o avistei, a emoção tomou conta, meus olhos lacrimejaram e senti uma alegria imensa. O meu grande sonho estava frente aos meus olhos sem querer acordar. Com tripé, câmera e lentes a punho, fiz as imagens do ponto turístico mais desejado do mundo. Olhava para o monumento admirando cada detalhe. As horas se passaram e a noite chegou. A emoção voltou a tomar conta quando as luzes da torre se acenderam e um espetáculo de iluminação deu seu show. A "Dama de Metal" é iluminada por 352 projetores de 1000 watts contínuos e, todas as noites, a cada meia hora, apresenta um piscar de luzes com 20.000 lâmpadas. Meu desejo era passar a noite admirando-a, mas eu queria subir até o topo. Para os corajosos há escadas, mas não menos corajoso que eles, preferi subir pelo elevador. Afinal, sua altura é de 324 metros. Chegando ao alto, pude ver todas as luzes de Paris. A panorâmica mais bela que as pupilas dos meus olhos já registraram, realmente faz jus ao título de “Cidade Luz”. E como minha vida tem fundo musical, ao namorar a cidade, pude mentalmente ouvir e lembrar as músicas francesas “Ne me quitte pas” e “La Valse D’amelie”, um tanto careta, confesso, mas romântico para um momento mágico. A noite continuava e eu não queria acordar de tudo aquilo, desejava ficar mais, apreciar cada pontinho de luz e me beliscar muito, para ter a certeza de que tudo aquilo não passava de um sonho noturno.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Torre Eiffel - Paris





Torre Eiffel

Fotos: Rômulo Seitenfus
O monumento pago mais visitado do mundo está localizado no Champs de Mars, em Paris. O governo francês, no século XIX, estabeleceu um concurso que elegera o símbolo da Exposição Mundial realizada em 1889, em comemoração ao Centenário da Revolução Francesa. Mais de 100 designers submeteram-se ao julgamento, e o Comitê do Centenário escolheu o projeto do Engenheiro Gustave Eiffel.

Inaugurada em 31 de março daquele ano, a torre media 300 metros de altura e pesava 7.000 toneladas, Hoje, devido às antenas de transmissão televisivas e radiofônicas, e aos restaurantes e lojas instaladas em suas estruturas, ela mede 324 metros e pesa 10.000 toneladas. Possui elevadores e escadarias, proporcionando aos visitantes uma bela panorâmica da Cidade Luz. Foi a estrutura mais alta do mundo desde a sua conclusão até 1930, quando destronada pelo Chrysler Building, de Nova York. Não incluindo as antenas de transmissão, a Torre é a segunda estrutura mais alta da França, atrás apenas do Viaduto de Millau, concluído em 2004.

Muito criticada, a “Velha Senhora”, como é conhecida, sofreu sérias ameaças, no decorrer da história, a ser desmontada por seus altos custos de manutenção. Graças ao fato de ser a responsável por manter as antenas de rádio e televisão, permaneceu intacta.
A "Dama de Metal" é iluminada por 352 projetores de 1000 watts contínuos e, todas as noites, a cada meia hora, apresenta um espetáculo de luzes com 20.000 lâmpadas de 800 luzes. As cintilações foram inicialmente projetadas para festejar a passagem ao ano 2000. Para tornar a dama ainda mais elegante, quatro focos de equipados canhões de lâmpadas Xenon com 6000 watts, giram em permanência no topo da torre mais apreciada do mundo.








Fotos: Rômulo Seitenfus

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Casamento do Príncipe Willian


O Enlace Real





Texto e Fotos: Rômulo Seitenfus

A noiva mais esperada do ano entrou na Abadia de Westminster como senhorita Kate Middleton e saiu como duquesa de Cambridge. Ao contrário do que muitos aguardavam, ela não recebeu o título de princesa por não ter nascido dentro da realeza. O príncipe William recebeu, momentos antes de se dirigir ao casamento, o título de duque de Cambridge, mais alto da hierarquia nobre britânica, ficando abaixo apenas de reis e príncipes. O título foi concedido pela Rainha Elizabeth II, que seguindo a tradição do trono britânico, os homens da realeza recebem o título de nobreza na manhã de seu casamento e cabe ao monarca da ocasião escolher a nomenclatura. Além de Duque de Cambridge, William Arthur Philip Louis é também a partir de hoje, o conde de Strathern e barão de Carrickfergus.
William surgiu a bordo do Bentley real, que a sua avó, rainha Elizabeth II, foi presenteada em 2002 por ocasião dos seus 50 anos de reinado. O noivo vestiu farda militar da gala em cor vermelha e foi acompanhado de seu irmão mais novo, Harry, até a chegada da noiva.

Como num conto de fadas, a mais esperada de todas chegou num Rolls-Royce Phantom VI, de 1978, na companhia de seu pai, Michael Middleton. O cabelo solto e o véu - de 2,7m de comprimento - preso à cabeça da noiva por uma tiara da Cartier, encrustada de diamantes, emprestado pela rainha Elizabeth II para Kate que segurava o buquê com fio de murta, lírio-do-vale e jacinto.

A irmã da noiva, Pippa, entrou radiante na Abadia de Westminster, ao lado das pequenas damas de honra e pagens. Em seguida, Kate entrou na igreja, por volta das 11hs (horário de Londres), e logo surpreendeu o Príncipe William. Quando chegou ao lado do futuro marido no altar, levantou seu véu. De acordo com leitor labial do jornal The Guardian, o príncipe disse, naquele momento: " Você está linda". Minutos depois, os noivos presenciaram a oração de benção do arcebispo Rowan Williams, e, na sequência, pronunciaram seus votos de casamento e desejos de felicidade eterna.

Seguindo uma antiga tradição, o anel que celebra o casamento deles foi feito a partir de ouro galês dado ao príncipe William pela rainha. Logo depois de o casal dizer seus votos, o reverendo Rowan Williams declarou: "Eu os declaro marido e mulher, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém". Após a troca de alianças, o casal deixou a catedral, sob canto do coral da Abadia de Westminster , e seguiram em cortejo até o Palácio oficial da realeza. O grito da multidão que os esperava, certamente ficarão registrados para sempre na memória real.
Já recém-casados, William e Middleton deixaram a Abadia de Westminster, em Londres em uma carruagem State Landau, de 1902 até o Palácio de Buckingham. A polícia londrina estima que mais de um milhão de pessoas assistiram nas ruas o casamento real para ver de perto o momento histórico.
Logo depois do casamento, o duque e a duquesa de Cambridge – títulos que William e Kate agora passam a ostentar – seguiram para o Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II em Londres. Um banquete foi oferecido para os mais de 600 convidados, entre eles chefes de Estado, celebridades, amigos e familiares do casal. A última festa do casamento ocorreu no Palácio de Buckingham com direito a jantar e uma celebração, com pista de dança.
Pessoas do mundo inteiro foram ver de perto a tão esperada data e, enquanto os convidados aproveitavam a festa, o povo, do lado de fora, também brindava, cada um à sua maneira.
















Fotos: Rômulo Seitenfus