
Foto: Rômulo Seitenfus
O maior e mais famoso museu do mundo localiza-se no centro de Paris, entre o Rio Sena e a Rue de Rivoli. Quando entrei no Museu do Louvre, fiquei impressionado com o hall de abertura. As pirâmides de vidro, muito bem retratadas no livro O Código Da Vinci, dão uma quebrada na arquitetura. O museu que já foi um antigo palácio, tem como as pirâmides de vidro a parte moderna da arquitetura.
No Louvre encontram-se as famosas pinturas, também as enormes coleções de relíquias egípcias, greco-romanas e etrusca, islâmicas e decorativas, esculturas, gravuras e desenhos. É bom lembrar que o museu abrange oito mil anos da cultura e da civilização Oriental e Ocidental.
Eu queria ver tudo de perto. Minhas obras preferidas do Louvre são a Vénus de Milo e a Vitória de Samotrácia. As obras que queria mais ver eram dos artistas Ticiano, Michelangelo, Goya, Rubens, Rembrandt e Da Vinci. Mas havia uma em especial. Cresci apreciando a obra mais enigmática do mundo das artes e sempre tentei interpretar aquele sorriso e o olhar da dama de Leonardo. Várias teorias se fundem em cima da obra, mas nada até agora foi desvendado.
Corri para procurar pela Monalisa. Porém, o museu é imenso - sugiro para quem esteja programando ir à Paris, que reserve um dia inteiro somente para apreciar o Louvre. Além de perder-se no espaço e no tempo, vai sair maior do que entrou, sentindo que algo o preencheu – e, depois de horas de caminhada, o mapa indicava que estava próximo da menina dos olhos de um dos maiores pintores que esta terra gerou, senão o maior. De repente, uma placa indica: La Joconde. Meu coração começa a pulsar mais forte. Os passos começam a tornarem-se mais largos, mas meus olhos ainda não encontram a “musa enigmática”. Sabia que estava há poucos metros, e começo a respirar uma outra atmosfera. Eis que as retinas dos meus olhos enxergam a original La Joconde – a verdadeira Monalisa. Da Vinci que me perdoe, porém, com todo o respeito, por alguns minutos a enamorei. Seus olhos pareciam encarar-me e os meus passeavam por cada detalhe de sua pele, seu rosto. O olhar enigmático me seduzia, o sorriso discreto me conquistava a cada segundo. A textura do quadro, obviamente não era a mesma que eu costumava ver nas cópias de La Joconde. Estava conhecendo cada frestinha do relevo da tinta, cada traço das preciosas pinceladas. Naquele instante, imaginei Da Vinci pintando. Pensar que aquele quadro foi delicadamente projetado pelas mãos do artista gênio, me fez imaginar quem esteve atrás daquela moldura enquanto era projetada. Quem posara para Da Vinci enquanto produzia? As teses sobre a obra começaram a invadir minha mente e eu continuava a namorar a moça por mais alguns minutos. Era hora de partir, porém, não sairia dali sem um registro daquele momento mágico.
Hoje, o museu é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux. Mas o primeiro real Castelo do Louvre neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. Um século mais tarde, Carlos V transformou-o em palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real. As fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides). Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também deram contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault. As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei, bem ao centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O Arquiteto foi premiado com o projeto e propôs uma pirâmide de vidro para o pátio central. A pirâmide e seu átrio subterrâneo, foi inaugurado em 15 de outubro de 1988. A segunda fase do plano do Grand Louvre, La Pyramide Inversée (A Pirâmide invertida) foi concluída em 1993. A partir de 2002, o atendimento dobrou desde a sua conclusão.
O acervo do Museu do Louvre possui mais de 380 mil itens e mantém em exibição permanente mais de 35 mil obras de arte, distribuídas em oito departamentos. A seção de pintura é a segunda maior do mundo, logo atrás da doe Museu Hermitag, com quase 12 mil peças, sendo que delas, seis mil estão em exposição permanente.
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