domingo, 5 de agosto de 2012

Adriana Aparecida da Silva completa a prova da maratona feminina em 47º lugar

Texto e Fotos: Romulo Seitenfus ____________________________________________________________________________Adriana Aparecida da Silva, única brasileira a disputar a prova da maratona olímpica feminina, conseguiu concluir a prova disputada neste domingo. Adriana ficou em 47º lugar com o tempo de 2h33min15seg na competição que contou com 118 atletas na largada dada no The Mall sob a famosa chuva londrina. O trajeto passou por pontos turísticos de Londres como o The Mall, St. James Park, Victoria Embanment, Bridge Street, Birdcage Walk, Palácio de Buckingham, Trafalgar Square e Monument, Banco da Inglaterra e trechos pela margem do Rio Tâmisa.   A Medalha de Ouro foi conquistada pela etíope Tiki Gelana, de 24 anos, que venceu a prova com o tempo de 2h23min07seg. O segundo lugar foi para a queniana Priscah Jeptoo, com 2h23min12seg. As duas superaram o recorde olímpico da maratona, que pertencia à japonesa Naoko Takahashi desde os Jogos de Sydney, em 2000, com 2h23min14seg. O bronze foi para a russa Tatyana Petrova, com 2h32min29seg.    A representante brasileira vem de uma família humilde e se emociona ao lembrar quando calçou seu primeiro par de tenis, no início da carreira. - Quando comecei a correr venci um campeonato na minha cidade de Cruzeiro (SP) e a segunda competição foi em Itamonte (MG). Eu havia ganhado R$ 50,00 e falei para a minha mãe que eu precisava com aquele dinheiro comprar um par de tenis porque eu queria começar a correr mesmo. Fico lembrando da primeira corrida em Cruzeiro e hoje estou numa olimpíada – conta. Fã de Zezé di Camargo & Luciano, a corredora tem a canção “O dia em que eu saí de casa” como a música da sua vida. - Acho que tem muito a ver com a minha mãe porque ela fica na cidade pequena de Cruzeiro esperando sempre a minha volta. Essa música tem um significado muito forte, nesta semana eu pensei o quanto é bom estar aqui, é o sonho de todo o atleta – explica. Questionada como seria sua vida hoje se não fosse corredora olímpica, Adriana revela. - Antes de ser atleta eu trabalhava em uma casa de família. Eu pensava que continuaria lá para sempre, nem imaginava que os caminhos se abririam. Quando eu vi a Carmem Oliveira ganhando a São Silvestre, sonhei mesmo em disputar uma grande competição – conta. Foto Romulo Seitenfus

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