terça-feira, 7 de agosto de 2012
Marilson dos Santos fala da expectativa pela prova da Maratona Masculina
Texto e Foto: Romulo Seitenfus
____________________________________________________________________________O maratonista Marilson dos Santos completou ontem, (06), 35 anos e, a comemoração deu lugar aos treinos intensos. Prestes a disputar a prova da Maratona Masculina, ele prepara o tênis para correr a prova de 42,195km, que será realizada no último dia dos Jogos Olímpicos, encerrando a edição Londres 2012. Em entrevista concedida no Crystal Palace, local de treinamento e concentração de boa parte da delegação brasileira, no sul de Londres, ele diz que espera que a prova masculina tenha características diferentes da corrida realizada pelas mulheres, no domingo (05), em Londres.
“O percurso da maratona, embora seja plano, é dificultoso. Sabemos que tem diversas curvas, em um circuito com quatro voltas. Acho que a maratona masculina vai ser diferente da feminina. No feminino, tivemos um grupo maior em grande parte do percurso e isso pode não acontecer no masculino. Podemos ter algumas tentativas de fuga e uma prova mais rápida”, analisou.
O maratonista, que recebe o benefício do programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte, é bicampeão da Maratona de Nova York (2006 e 2008), tricampeão da Corrida de São Silvestre (2003, 2005 e 2010) e Medalha de Ouro nos 10.000m dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011).
Marilson treinou durante três semanas em região de altitude, na cidade de Paipa, na Colômbia. Chegou em Londres 12 dias antes da prova da maratona. Segundo ele, passar alguns dias em Londres terá sido essencial para o bem-estar durante a prova. “Esse período que eu cheguei aqui foi o suficiente para aclimatar, sentir essa energia e a temperatura da cidade. Creio que não terei problema com o clima da cidade, justamente por ter chegado antes”, conta.
Nos Jogos Olímpicos de Atenas, um ex-padre invadiu a pista de corrida e atrapalhou a prova do brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima. Questionado sobre a possibilidade de isso ser um risco, já que Cornelius Horan mora na capital inglesa e declarou que pretende assistir à maratona no último dia, Dos Santos diz não se preocupar com isso.
- Eu acho que aqui ele vai ter um pouco mais de dificuldade. Até por todo mundo conhecer ele. Então não vai ter a vida facilitada como teve em Atenas - espera.
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